Os bares do 43° Festival de Cinema de Brasília: um filme de horror


Em, 27.11.2010
Por   Pietra Luña

Ontem estive no Cine Brasília para ver a movimentação do festival. Eu e dois amigos, acompanhados de algumas cervejas quentes, assistimos ao bizarro filme "boteco atende mal  a clientela, ainda ameaça de porrada e tudo bem por que é assim mesmo". 

É incrível como a mão-de-obra "despecializada" e o empreendedorismo tosco, amador, vão marcar presença em um festival tão importante. Além de produtos ruins (cerveja quente, tira-gosto mal feito) e caros, o bar Lola Bruschetteria (veja o nome no cardápio improvisado) não tem qualquer vocação para atender e prestar serviços ao público.


O garçom Anderson (foto), inicialmente solicito, atendeu como pode até a chegada hora da conta: motivo da encrenca! O botequinho de terceira não aceitava cartão de débito e nem crédito! E como nós não tínhamos outra forma para pagar, e não havia qualquer indicativo de que cartões não eram aceitos, o garçom sugeriu que pagássemos a conta com um ágio (sobre o total da conta) de 5% (valor cobrado pela vizinhança para se passar o cartão de clientes da Lola Bruschetteria despreparada e improvisada). 

Visivelmente alterado, com raiva, porque os clientes (nós) não tinham cheque ou dinheiro para quitar a conta de 130 reais, grosseiramente e aos gritos, o Anderson se dirigia a nós para receber e, por fim, nos ameaçando diz "então vão embora!". Assim fizemos! Saímos da praça da alimentação em direção ao estacionamento, quando ele correu atrás de nós, berrando a segurança e nos chamando de caloteiros. Estratégia? Um vexame! 

O cúmulo mesmo foi ele, já lá fora do cine Brasília,  pegar um pedaço de pau, depois de chutar e derrubar uma cerca de proteção de árvore e ameaçar a bater no meu amigo. O sangue ferveu e a plateia externa dava razão ("pobre coitado que teria que pagar pelo prejuízo". Ilegal, diga-se) ao arremedo de garçom.

Pedimos que viesse o dono da Lola ou o gerente (com o garçom não havia possibilidade de diálogo) e nada! Não havia quem pudesse resolver civilizadamente o problema. Apenas o Anderson com seu pedaço de pau na mão apontando contra nossas cabeças. Absurdo! Achei, por um momento, que eu estivesse na cena de um filme baixaria. Mas era real.

Até que nos aparece o chefe da segurança do festival, finalmente um homem sensato, para resolver o problema da conta. Claro que se nós quiséssemos ter realmente ido embora, sem pagar a conta, teríamos feito. Essa não era a proposta, tanto que ficamos lá fora mais de meia hora até alguém com cérebro aparecesse. 

A nossa questão era pagar o justo, o devido e com o mínimo de civilidade e não em meio às agressões e intimidações  feitas pelo garçom Anderson, freelancer (segundo disseram não era empregado, tenho minhas dúvidas) da Lola Bruschetteria, cujo proprietário (não sei o nome do sujeito, desequilibrado e agressivo do mesmo jeito que seu contratado) também se eximiu das suas responsabilidades como dono de bar e prestador de serviços.  Uma lástima!


Nós devíamos ter desconfiado logo no início que o bar que nos servia era sem nível. Primeiro, nem nome (letreiro) possuia embora todos os seus vizinhos estivessem lá bem decorados e com suas marcas grandes e claras. Segundo, porque desde o começo a cerveja estava quente e o petisco mal feito. Só não imaginávamos que paulada era a forma educada de se resolver os conflitos por eles mesmos criados. 

Com a mediação feita pelo chefe da segurança do evento, pagamos nossa conta com nossos cartões de crédito/débito em outro restaurante, não pagamos o ágio abusivo de 5% e, nessa altura, nem os facultativos 10% do atendimento

Fica a lição: antes de consumir certifique-se de que o garçom que lhe atende pertence a algum estabelecimento com boa reputação, para você não cair numa roubada. Lá estavam os já conhecidos e charmosos Café da Rua 8, Rayuella e Balaio Café, e fomos nos meter logo com um invisível Lola Bruschetteria, que nem letreiro tinha, muito menos garçom. 

Infelizmente, esse é um filme que sempre se repete. 


3 comentários:

  1. Incrivel vc sair para uma noite de divertimento e ter que se estressar com um ajudante de segunda.Vcs foram ameaçados e só isso já daria para um advogado colocar o estabelecimento em atenção.Coisa triste a falta de controle,ainda mais quando alguém se propõe a abrir um estabelecimento sem estrutura,não podia dar outra..........abraços(anotei o nome do scafofo para nunca pousar por lá)rsrsrs

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  2. Oi, Eva!

    Não vá mesmoooooooooo!

    beijocas!

    Pietra

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  3. Oi Pietra,
    É ótimo ficar sabendo desses péssimos lugares para nunca irmos..rs
    Estou criando um blog agora http://ondeconhecer.blogspot.com/
    que vai conter informações a respeito de locais para comer, conhecer e viajar que eu pude confirmar que são bons....
    Bjo grande da Candy.

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