Horror matinal



Em, 29.11.2010
Por  Pietra Luña


Sabe aquela segunda-feira que começa bem? Acordei cedo, fiz tudo como deveria antes de ir ao dentista (isso por si só já é um pavor!) entrei no carro e o ponteiro da gasolina queria ficar abaixo da linha de pobreza, marcando a reserva da reserva da displicência sem reserva da dona, eu. Quase um quilômetro depois, abasteci. O pânico maior ainda estava por vir.  Antes de chegar ao prédio do dentista já pressenti que passaria mal. Era tanto carro, tanto carro, tanto carro às quase 10 horas da manhã, que pensei eu estivesse em horário de rush / pico em São Paulo. Não, eu estava no plano-piloto da cidade planejada. 


Juro que minha vontade era de chorar gritar. Voltar. Ir embora. Abandonar o carro. Sei lá! Tem coisa mais insuportável de se fazer na rua do que procurar vaga em estacionamento? Acho que até dentista e falta de gasolina são menos aterrorizantes para mim do que LOTAÇÃO! Detesto tumulto, lugares cheios, zona! Minha vista começou a embaçar e tive que respirar fundo, apertar a mão no volante (como se estivesse segurando a de alguém), rezar para nossa senhora das vagas urbanas. 


Uma buzinada estridente e contínua me trouxe novamente à realidade. Brasília já não é mais a mesma e nem eu. 


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