Ardor de frozen, pq a febre já gastei com o iogurte



Em, 10.12.2010
Por  Pietra Luña

Ontem eu postei aqui sobre a febre de frozen que se espalha (tardiamente) pela cidade. E não é que hoje eu voltei a postar sobre frozen? Mas, agora é de tequila! Troquei as baixas calorias do iogurte pela alta capacidade de me fazer feliz das Margaritas Frozen! Comemorei o aniversário de uma querida amiga com algumas doses de alegria-colorida-congelada. Um sorvetinho de gente grande com gosto de quero mais. (hehehe) E eu quis.

Além dos 70 dedos de prosa, das 80 mil gargalhadas histéricas exultantes, dos 3 milhões de calorias injeridos (com a pequena ajuda de burritos, nachos, quesadillas - se eu adoro aquela comida típica? Sim! principalmente guacamole -  e para arrematar uma torta sufflair), tive a infinita sensação de que alguns lugares são especialmente surpreendentes. 


Raro isso: o poder de encantar repetidas vezes! Sabe um restaurante (ou bar) que não é o primeiro que você se lembra quando quer sair, mas que todas as vezes que você vai lá sai completamente feliz? Isso aconteceu novamente - hoje -  no El Paso Texas da 404 sul



A palavra Texas deriva de Tejas, palavra indígena que significa "amigos" e eu faço "amizade" com aquela fachada luminosa, que pendura a metade de um carro (?) e exibe em suas paredes, móveis e no teto um punhado de adornos mexicanos, há mais de uma década. Já estive lá em uma dezena de situações noturnas - de jantar com candidato a namorado até comemoração de ballet - e sempre foi bom! Aliás, encantador. Essa é a palavra que descreve melhor o que eu sinto quando estou no El Paso Texas.

Acredito que a mistura de luzes, cores, enfeites, a comida gostosa, as bebidas especiais e, principalmente, o atendimento "bateria nota dez" (educados, prestimosos, atentos) fazem de lá um ambiente especial. Ali viajo. Imagino Octavio Paz , sentado na última mesa à esquerda do salão, rascunhando um poema, esboçando um texto, tomando um "shot". Divago. O garçom traz a conta e me dou conta do faz de conta que posso construir ali, para depois contar mais uma história antes de voltar e novamente me encantar.


IRMANDADE
por Octavio Paz

Sou homem: duro pouco
e é enorme a noite.
Mas olho para cima:
as estrelas escrevem.
Sem entender compreendo:
Também sou escritura
e neste mesmo instante
alguém me soletra.

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