Lema: optando por quadras vazias




Em, 29.1.2011
Por  Pietra Luña


Quem lê este blog sabe da minha birra com estacionamentos lotados e sem vagas suficientes para um passeio tranquilo. Outro dia escrevi sobre pessoas que adoram filas, galera e similares (diferentemente de mim) e neste sábado percebi que além de rodízios e buffets serem tão complicados quanto os self-services, a localização pode ser um problemaço. 

A noite de hoje pedia um restaurante japonês, confortável, agradável, pouco barulhento e perto de casa. Queria um jantar gostoso e com meus pratos preferidos: shimeji, sashimi de salmão, nirá e hot filadelfia com molho teryaki. Ah, desde que eu não precisasse enfrentar filas e congestionamentos. :) 

Dirigimos à Asa Sul em busca de um sushi para beliscar. Cada tesourinha rodada, uma fila de carros engarrafando as duzentos e as quatrocentos. Inferno! Ruas cheias, bares lotados, filas na porta. Fora! Sim, eu estava de fora e fora de querer entrar! Nessas horas quase me dá vontade de optar por McDonalds. Amo um drive-thru. Mas só de pensar num peixinho mergulhando do shõyu para minha boca, o desejo ia crescendo tantos quanto a minha vontade de buzinar e passar por cima dos carros lerdos desfilando pelas comerciais. 

Quase desistindo da aventura gastronômica  resgatei um restaurante que fica na 203sul (quadra, praticamente, deserta à noite). Subimos a escadaria e a conversaria interna estava nas alturas. Era noite de buffet, porém ainda restavam umas três ou quatro mesas vazias e muitas vagas em frente à loja Cult Vídeo, já fechada àquela hora. Comemos, comemos, comemos. E saímos com certeza de que queremos cada vez mais encher a barriga em quadras vazias. Ah, deixo um beijo especial de peixe cru para Lúcio Costa e outro para o Oscar Niemeyer que não ficaram aqui para ver a cidade "planejada" em funcionamento, com seus prédios brancos, sem vagas e sem luz... 

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